Mercado Imobiliário

O Investimento Imobiliário em Portugal Continua a Crescer

Será que ainda vale a pena investir no mercado imobiliário em Portugal? É mesmo rentável? Estas são certamente as perguntas para um milhão de euros. Nos últimos anos Portugal tem assistido a uma subida de preços vertiginosa nos imóveis, especialmente nos grandes centros urbanos. No ar, fica a dúvida da estabilidade deste mercado e se valerá a pena continuar a investir.

Analisando todas as variáveis, incluindo as taxas de retorno e as taxas de juro do mercado, é possível concluir que os valores apresentados são saudáveis ao investimento e são bastante interessantes para os investidores, sendo expetável que o investimento imobiliário em Portugal continue a crescer.

Porquê investir em Portugal?

Para além de ser um país estável com uma situação fiscal vantajosa, Portugal é o mercado imobiliário mais dinâmico da Europa Ocidental, tornando-se um íman para investidores estrangeiros, que renovam as suas propriedades e as transformam em arrendamentos de curto prazo, através de sites como o Airbnb e o Booking.

De acordo com as últimas estatísticas disponibilizadas deste mercado, os preços dos imóveis em Portugal aumentaram 9,2% no primeiro trimestre do ano. Estes investimentos impulsionaram a economia portuguesa, que tem vindo a crescer sucessivamente desde 2018. Juntando isto a fatores como o custo de vida baixo, risco financeiro baixo e boa rentabilidade, é certo que, para quem procura investir, Portugal se mostra como uma excelente opção.

Paraísos fiscais para investimento imobiliário

O regime legal diversificado de Malta oferece políticas que são bastante favoráveis aos negócios e muitas empresas estrangeiras tomam a decisão de criar sedes neste país, de forma a rentabilizar o seu lucro. Em Malta não existem restrições no que toca a investimento direto estrangeiro, tendo um enorme historial e experiência em atividade e negócios, especialmente no mercado imobiliário. É por isso bastante comum a criação de empresas numa economia robusta com benefícios fiscais para investimento imobiliário em países com mercados igualmente interessantes em todo o mundo, como é o caso de Portugal.

Tendências do investimento imobiliário para 2020

Com tudo a apontar para que este ano seja novamente quente neste segmento, as projeções feitas indicam-nos que os preços das casas continuarão a subir, evitando uma bolha imobiliária, quer seja no segmento do imobiliário comercial ou imobiliário residencial.

Para além disso, emergiram novas formas de viver e, acompanhando estas tendências, será um ano excelente para o coliving, residências para estudantes e até espaços de coworking. Este ano será certamente um ano perfeito para oportunidades imobiliárias, cheio de negócios à vista.

Estará o Mercado Imobiliário Nacional Numa Bolha?

Continuam a aumentar os preços das casas, em Lisboa, Porto e Algarve. Será que estão reunidas as condições para uma bolha imobiliária? Se as taxas do crédito à habitação subirem e os estrangeiros forem embora, a bolha pode rebentar?

Há vários indicadores a ter em conta, não basta constatar que os preços das casas estão a um nível elevadíssimo. Talvez o indicador mais importante seja a capacidade de endividamento das famílias. O que todos sentem é que existe demasiada procura e escassez de oferta.

Crescimento rápido dos preços

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O ritmo acelerado de crescimento do negócio imobiliário pode dever-se essencialmente a dois fatores: por um lado, o desempenho positivo da economia nacional que acabou por fazer aumentar a confiança dos consumidores e o seu poder de compra, e por outro lado, o maior acesso ao crédito habitação. Em 2017, os bancos nacionais facultaram mais de 8 mil milhões de euros em empréstimos para compra de casa, com spreads cada vez mais baixos, num contexto de juros historicamente reduzidos. Este é o nível de concessão mais elevado dos últimos sete anos.

O crescimento das transações tem sido acompanhado por um claro aumento dos preços dos imóveis. Os preços das casas em Portugal subiram de forma acelerada durante 2017 e atingiram um pico superior ao que foi verificado em 2009. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, só no terceiro trimestre de 2017, o aumento foi de 10,4% em relação ao mesmo período de 2016. O crescimento foi consideravelmente maior nas habitações usadas do que nas novas.

Há ou não há bolha?

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As subidas acentuadas dos preços levaram já a alertas por parte do FMI, referindo no relatório da 6.ª Avaliação Pós-Programa, que houve um aumento dos preços em cerca de 20% desde 2013, e que é preciso monitorizar de perto os riscos do imobiliário.

Apesar desta evolução, os especialistas do setor negam que o mercado imobiliário está numa bolha. Explicam que se trata de um ajuste nos preços, que desceram a pique no período de crise profunda económica e financeira entre 2010 e 2014 e que, agora, estão a recuperar. Enfatizam também que esta é apenas uma realidade com efeitos mais sentidos em determinadas zonas do país, principalmente Lisboa e Porto, cujos preços superam em muito a média do país. No entanto, são nichos de mercado para um público específico, como os estrangeiros.

As imobiliárias não entram em alarmismos, como a REMAX, referindo não ter dados que demonstrem que há uma bolha e não acreditando que venha aí uma nova crise.  

Como será o futuro?

As maiores agências imobiliárias projetam um 2018 igual ou melhor do que 2017. Por exemplo, a ERA define uma meta de 2000 milhões de euros em imóveis vendidos, já a KW Portugal espera quase duplicar o seu crescimento de 2017.

É importante não esquecer que continua a ser bastante mais barato comprar uma casa em Portugal que em qualquer outro país europeu. Este é ainda o fator que diferencia este mercado de outros a nível internacional.

Contudo, espera-se que os preços continuem a aumentar nas zonas mais procuradas, sendo motivo de alguma preocupação para 2018. Por isso, especialistas recomendam que, se não tiver nenhum motivo extraordinário para comprar, certamente não será a melhor altura para o fazer – o melhor será arrendar e esperar por dias melhores.